Nuno Varela, o rosto da Liga Knock Out: “Os angolanos têm tradição no rompimento”

Nuno Varela, o rosto da Liga Knock Out: “Os angolanos têm tradição no rompimento”

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Segunda-feira, 29 Junho 2015
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Nuno Varela é um dos principais impulsionadores do rap em Portugal. Há quase dez anos matem o portal Hip-Hop Sou Eu e desde 2012 que dirige a Liga Knock Out. Recentemente esta prestigiada Liga de batalhas de Freestyle esteve em Angola a convite da sua congénere angolana, a RRPL. As duas juntas protagonizaram um dos maiores eventos de rap da lusofonia. Varela fala da experiência.

Fale-nos do Surgimento da Liga Nock Out.

A Liga Knock Out surgiu para preencher um buraco que nós achamos que havia a nível de batalhas escritas em Portugal. Já existia algumas ligas de batalha de frestyle, tudo inventado no momento, mas a nível de escrita não havia. Então achamos que era a altura ideal, em 2012, para criarmos uma liga em que a base fosse a escrita.

A Liga Knock Out, que já é internacional, ganhou notoriedade em pouco tempo. Como explica isso?

A Liga é entretenimento e nos dias de hoje as pessoas que acedem a internet facilmente espalham a palavra e como não havia nada do género em Portugal… e como apresentamos batalhas boas logo no início, rapidamente a Liga tornou-se viral na internet.

Os vossos eventos acontecem apenas em Lisboa?

Inicialmente era semente em Lisboa, mas no início do ano passado começamos a ir em outras partes do país. Já tivemos edições no norte, no sul e centro. Digamos de estamos por Portugal inteiro.

Como surgiu o contacto para essa parceria com a RRPL?

Uma vez que as duas Ligas são em português e eu e o Flay já estávamos em contacto há algum tempo, fazia todo sentido juntar as duas ligas porque a língua é a mesma.

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Como alguém que, obviamente, conhece a RRPL que avaliação faz dos artistas?

De tudo que nós vimos até agora é um conceito um bocado diferente porque os angolanos têm aquela tradição do rompimento e das estigas, se calhar é mais fácil para os MC’s daqui, e vejo um à vontade maior no palco, algo que nós não temos. A nível de escrita e de lírica e de entrega vejo bastantes semelhanças.

Depois da experiência em Angola, o que se pode esperar da Liga Knock Out?

Visto que já chegamos à Angola, o objectivo agora é unir cada vez mais as forças, fazer uma grande parceria e levar a Knock Out e a RRPL em todo lado que há a língua portuguesa.

Uma palavra para os fãs.

Que continuem a acompanhar as ligas, a de Angola e a de Portugal, e apoiem o que é feito em português.


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