Girinha: “Quero que o meu filho nasça num mundo em que ele possa ser o que quiser”

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Quarta-feira, 02 Setembro 2015
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Girinha foi uma das mulheres, e a primeira Rapper, a juntar-se ao MC-K na campanha a favor da utilização do cabelo crespo. Ela própria considera-se uma “embaixadora” do cabelo crespo. Foi no seu camarim durante o concerto “Rap Crespo”, de MC-K que mantivemos a conversa que se seguirá. Entusiasta, Girinha fale um pouco de tudo em escassos minutos.

O que achou dessa iniciativa da Masta K de esaltar o cabelo crespo com este concerto?

Eu acho que é uma iniciativa muito importante e necessária. Acho que nós, mulheres negras principalmente, e não só devemos acreditar e valorizar a nossa beleza, seja ela de que forma for. Os nossos traços grossos, o nosso cabelo, enfim. Então acho que é muito importante esse tipo de eventos num momento em que até as instituições educacionais proíbem as meninas de usar o cabelo natural, então acho que é muito importante estar aqui e dizer o que nós pensamos sobre isso.

Qual é o significado do Crespo para ti?

Então, o Crespo é o nosso tipo de cabelo, algumas meninas têm o cabelo liso, cacheado e o nosso cabelo é crespo, não é ruim como as pessoas falam, mas sim crespo e por isso deve ser valorizado tanto quanto os outros.

Fez uma música com MC-K com título “Rap Crespo”, isso vai ficar apenas pela música ou esse projeto terá continuidade?

A princípio essa música fará parte do álbum do MC-K, e eu já estou a tentar convence-lo para ver se fazemos alguma coisa para além dessa música. Talvez criarmos um projeto os dois e espero que ele aceite, mas por enquanto é para o álbum dele.

Vai continuar com essa campanha de Rap Crespo ou fica por aqui?

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Eu acho que sou a campanha ambulante do Rap crespo, então não tem como parar. Acho que continua e tem que continuar, eu quero pelo menos que o meu filho, se um dia eu tiver um, que ele nasça num mundo em que ele possa ser o que quiser, sem que ninguém lhe diga que aquilo é feio ou ruim, então eu acho muito importante que esse projeto continue.

Quais os projetos individuais da Girinha?

Estou a trabalhar já há um bom tempo no meu álbum, mas não quero prometer porque fica mal toda hora dizer. Estou a trabalhar e quando sentir que está pronto ou quase pronto vou anunciar uma data e oficializar.

Nos últimos tempos o rap feminino em Angola tem estado muito “agitado” ou seja com muitas obras e muitas artistas a surgirem. Que avaliação faz disso?

Graças a Deus! E eu para ser honesta não gosto muito quando as pessoas dizem rap feminino, eu acho que é rap, feito por mulheres mas é rap, então eu acho que é importante que as mulheres se façam ouvir porque há muitas boas Mc´s no país.

Que avaliação faz dessas novas Mc´s, sendo a Girinha uma artista que já está há um bom tempo no rap, como tem sido o amadurecimento dessas Mc´s?

Eu acho que estão a fazer um trabalho excelente. Tem hoje em dia um nome que se ouve bastante que é a Vanda Mãe Grande, e tem outras meninas também e estamos num momento em que o rap feminino em Angola está a se firmar, então acho que o trabalho destas é sempre uma mais-valia.

Como tem sido o relacionamento com essas novas artistas?

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Eu não conheço muitas, mas as que eu conheço tento me relacionar com elas da melhor maneira, um relacionamento muito saudável?

 

 

 

 

 


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