Mr. K: Agora utilizarei a música como meio para evangelizar

Mr. K: Agora utilizarei a música como meio para evangelizar

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Sexta-feira, 22 Dezembro 2017
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A primeira música foi disponibilizada ontem e o álbum, ainda sem nome, sai no final de 2018.

Desde muito novo que Katila Martins, artisticamente conhecido por Mr. K, se revelou praticante do estilo rap, mas foi em 2005, com o lançamento do primeiro álbum dos Kalibrados, grupo a que pertenceu, que é conhecido nacional e internacionalmente. Com os companheiros Laton, Kadaff e Vui-Vui pisou em todos os palcos de Angola, ganhou todos os prêmios possíveis que um artista do seu estilo podia ganhar na altura. Internacionalmente o nome Kalibrados ecoava, sobretudo nos PALOP e Portugal. Foram, três álbuns e mais de uma década de sucesso, algumas vezes com os Kalibrados e outras a solo.

Todo isso agora faz parte do passado na vida de Mr. K. “A coisa mais difícil para um jovem é abdicar a sua beleza, fama e dinheiro para servir a Deus. Eu já tive algum dinheiro e toda fama que um homem bom ou mau pode ter. Mas descobri que o mais importante são as realizações, sobretudo a auto-realização. A minha auto-realização é o amor e hoje eu evangelizo o amor”. Foram essas as palavras iniciais de Mr. K ao explicar à Rádio Sem Anestesia a sua nova faceta: Um servo de Deus evangelizador.

Questionado sobre este aparente súbito interesse pela religião, Mr. K revela que não é de modo algum algo novo. O rapper revelou que cresceu na igreja Metodista e que sempre sentiu o chamado de Deus. “Tenho recebido esse chamado há já algum tempo. Se repararem nas minhas composições, mesmo até no tempo dos Kalibrados, sempre falei de Deus”, acrescentou.

Mr. K não só aceitou o chamado, mas comprometeu-se a usar o dom de cantar para evangelizar e até já está a preparar um álbum. Com lançamento previsto para o final do próximo ano e ainda sem título, o disco vai trazer artistas não muito conhecidos pelo grande público. Pretendo trabalhar com músicos sem muito nome no nosso mercado circular, mas com grande expressão no universo gospel, como Os filhos de Ngana e Israel. Gostaria que não encarassem esse trabalho como um disco de rap gospel, como sabem eu já fiz vários estilo desde Kizomba, Afro House etc. Estou a preparar um disco de música gospel em que vai constar também o rap, porque é o que mais me caracteriza, revelou.

No que diz respeito as expectativas quanto ao volume de vendas e a popularidade da obra, Mr. K é modesto. “A música gospel difere da música circular por ser um tipo de música feita não para bater ou para gerar grandes vendas, mas para ser apreciada. o objetivo não é a arrecadação de dinheiro, é glorificar a Deus e evangelizar por meio da música, disse.

 


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