Mona Dya Kidi: “Falta de espaço cultural penaliza o hip-hop angolano”

Mona Dya Kidi: “Falta de espaço cultural penaliza o hip-hop angolano”

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Terça-feira, 21 Agosto 2018
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O rapper angolano Mona Dya Kidi considera que a carência de espaços culturais para a realização de eventos de hip hop penaliza o desenvolvimento do movimento.

 “Há sempre carência de espaços culturais, e isto faz com que o desenvolvimento do movimento fica penalizado de alguma forma”, considerou, durante o evento de aniversário do Hip Hop, comemorado a 11 de Agosto, organizado pela Universidade Hip Hop e o Ritmo As Palavras, no Chá de Caxinde, em Luanda, tendo avaliado o evento como uma mais-valia para reunir diversas personalidades para juntos refletirem sobre a cultura.

 “É um evento interessante para comemorar o Dia Internacional do Hip Hop, principalmente em Angola, gostaria que este evento se refletisse também nas outras cidades do país, para em simultâneo, cada cidade realizasse o seu próprio evento. É muito interessante ainda, reunir pessoas para refletir sobre a cultura, ouvir diversos artistas, dar oportunidade para os artistas exporem os seus produtos”, afirmou.

 Quanto ao estado actual do Rap angolano, o também activista cívico, enquanto não existirem condições de infraestrutura que facilitem a circulação de pessoas e bens, dificilmente vai-se perceber a riqueza cultural, quer do movimento quer da cultura típica de Angola.

 “Ainda falta muito para ser feito no movimento e vai faltar sempre, porque o mundo é dinâmico. O hip hop não se faz apenas em Luanda, falta desenvolver o intercâmbio entre os rappers, espalhar para os angolanos que estão fora do país também. Todo angolano que vive no exterior e que canta Rap é um potencial para divulgação da nossa cultura e nós temos pouco intercâmbio, pelo que precisamos desenvolver nesta perspectiva”, disse, enquanto isso, entende que o movimento está saudável em perspectivas diferentes, isto é, em função da aparição de elementos que estavam muito ocultos, ou seja, artistas que não eram visíveis no rap, como os djs, beboy e os grafiteiros.

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