“O Rap continua em mim ainda, mas a arte não tem limites”

“O Rap continua em mim ainda, mas a arte não tem limites”

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Sexta-feira, 15 Fevereiro 2019
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Após um interregno, o ex integrante dos SSP -Jeff Brown- protagoniza peça teatro cantando “Johnny Cash” no palco do Instituto Camões e descortina o seu lado multifacetado a par da música Gospel.

 

O que tem feito actualmente?

Para além de estar mais perto da minha família tenho trabalhado com artes cénicas na área de teatro cantado (musical) composições, arranjos, produção e etc..

Que surpresas teremos no dia 22 no Instituto Camões?

Comemoro 29 anos de trajectória artística, pretendo estreiar-me nas artes cênicas como, criador encenador e produtor de peças de teatro cantado (musical). A pré-estreia acontecerá com a peça as “Aventuras de Jonny Cash” neste dia.

Quais são as “ Aventuras de Johnny Cash”?

Trata-se de um jovem angolano nascido como João Cassinda e depois de subir na vida de maneira indigna fica conhecido como Johnny Cash.

E quanto às restantes, qual é a programação?

São seis obras inéditas já escritas, juntei-me a PhD Gospel para exibir as mesmas com a seguinte planificação: As 6 peças serão exibidas em duas temporadas trimestrais fazendo 3 peças por trimestre. Todas as sextas feiras teremos a mesma peça em exibição durante um mês, quer dizer que teremos uma peça em cartaz mensalmente.

Depois de extinção dos SSP, lançou o álbum “Ondaka” noutro estilo musical, porquê não o Rap?

O Rap continua em mim ainda, mas a arte não tem limites… Rapper, encenador, actor, escritor, pintor, produtor decorador, não deixa de ser artista….como artista tenho levado o rap em mim tanto no “street knowledge” como na atitude social de intervenção, o Hip-Hop ensinou-me isso e levo comigo até hoje.

Como foi a transição para o Gospel?

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Bastou admitir que Deus está acima de todas as coisas e pôr em prática os seus ensinamentos e a tarefa ficou mais clara. O Envagelho é a certeza de todas as certezas. Muitos artistas contam sobre as suas experiências de vida.

Sobre o que canta propriamente?

Já cantei sobre muitas coisas, hoje preocupo-me mais a pregar o Envagelho da verdade e da salvação exortando, amando o próximo, louvando, exaltando e glorificando a Deus acima de todas as coisas.

Que análise faz da música gospel e do mercado gospel em geral?

Aos poucos a qualidade dos estúdios e o nível profissional dos executantes vai subindo e é um processo irreversível mas precisamos criar um mercado sustentado por uma indústria funcional e sustentável e ninguém conseguirá isto sozinho.

E quanto à música secular, há qualidade nos conteúdos?

Existem muitos temas agradáveis, inspiradores e para reflexão. Dizem que até na lixeira nasce flores muitas mensagens da música secular devia ser uma mostra artística de como anda a nossa sociedade, as mensagens menos boas devem ser interpretadas como um alerta de como a imoralidade e outros males são glorificados na nossa sociedade e se cabe-nos a nós contrapor esta tendência mostrando a solução sobrenatural deste fenómeno

Como avalia a abertura que teve fora do segmento com que já nos habituou?

Não me importo muito com a aceitação do segmento em que estou pois entendi que uma das minhas missões é ser ouvido e o meu conteúdo ser aceite e praticado por aqueles que me seguiam cegamente sem saber que em primeiro lugar deviam seguir Cristo.

Nestes últimos anos a música gospel ganhou um espaço grande na mídia secular. Como tem visto este novo tempo?

A palavra Gospel quer dizer envagelho e a missão Cristã diz que temos que ir aos cofins da terra para pregar o Envagelho. Glória a Deus por isso.

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Mesmo sendo um nome consagrado, raramente o vemos em shows, o que estará na base disto?

Boa pergunta para os organizadores de Shows. Sugiro que faça um artigo sobre isso…


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